O Menino

Francisco Gomes - Criança

O Profissional

Francisco Gomes - fase 1
Francisco Gomes - fase 2

As Pessoas

Francisco Gomes - fase 1
Francisco Gomes - fase 2

Francisco Gomes

Autor / Escritor

Quem sou eu

Antes dos livros, estive por muitos caminhos. Alguns desses caminhos me levaram à tecnologia. Outros às pessoas. E alguns me conduziram de volta a mim mesmo.

Quando criança, eu não era diferente das outras. Corria atrás de pipas e carrinhos de rolimã pelas ruas de terra batida, jogava bola no campinho do final da rua, nadava nos rios e lagoas da região e passava horas descobrindo o mundo ao meu redor.

Desde cedo, carregava um lado emotivo à flor da pele. Chorava com facilidade e, entre familiares e amigos, ganhei um apelido que me acompanhou por muitos anos: "Manteiga Derretida".

Na época, eu não compreendia completamente o significado daquele apelido. Hoje percebo que aquela sensibilidade, que tantas vezes me fez derramar lágrimas, também me ensinou a observar pessoas, ouvir histórias e enxergar sentimentos que passavam despercebidos para muitos. Talvez o escritor tenha começado a nascer ali.

Eu era extremamente tímido. Tinha dificuldade para interagir com as pessoas e uma vergonha enorme de muitas coisas que, para outros, pareciam naturais. Sem perceber, essa característica acabou me transformando em observador. Observava o tempo. Observava as matas que cercavam as casas onde vivi. Mas observava, principalmente, as pessoas. Suas ações. Suas reações. Suas alegrias. Suas dificuldades. Anos depois, descobriria que grande parte da escrita nasce exatamente da observação.

Também foi nessa época que recebi alguns dos ensinamentos mais importantes da minha vida. Meu pai e minha mãe deixaram marcas profundas em minha formação. Meu pai me ensinou, de forma superficial, como lavrar e da terra, tirar ajuda para sutentar a família, me ensinou a manusear ferramentas que mais tarde vieram a ser úteis em minha vida. Com minha mãe aprendi a cozinhar, lavar louça, cuidar da casa e assumir responsabilidades desde cedo. Mas ela também me ensinou algo que poucos meninos da minha geração aprenderam: costurar em máquina de pedal, costurar em máquina elétrica e fazer crochê.

Ainda hoje muitos desses ensinamentos ecoam dentro de mim. Mas existe uma frase que permanece mais viva do que todas as outras: "Estudem, meus filhos." Quando criança, confesso que não dei a devida importância àquelas palavras. Era disperso. Relapso. Tinha dificuldade para me integrar aos grupos de estudo. Somente muitos anos depois compreendi a profundidade daquele conselho.

A tecnologia

Minha entrada na área de Tecnologia não foi o resultado de sonhos, de planejamento, de estudos direcionados. Trabalhava na recepção de uma empresa em São Paulo, era um bom datilógrafo, meu período era noturno, e em uma noite de trabalho, fui observado pelo então gerente do CPD (Centro de Processamento de Dados), que em meus dias de plantão, lá estava ele ao meu lado me observando, e em um determinado dia ele disse: "Francisco, você datilografa bem rápido, você não quer me ajudar ali em um serviço que preciso entregar ainda esta semana, e eu tomo conta aqui da recepção para você?" Naquela época, meados dos anos 80, uma pergunta destas, vinda de um gerente, soava como uma ordem, e eu não recusei.

Foi quando desfiz aquela imagem que as revistinhas em quadrinhos mostravam sobre o computador, eu descobri o computador, fui digitar para o solicitante, que depois de algum tempo me convidou a trabalhar com ele em outra filial da empresa, não titubiei, fui e aí começa minha história profissional. Aquele convite mudou minha vida.

O que começou como um simples trabalho de digitação transformou-se em uma carreira que me permitiu percorrer praticamente todos os degraus da área de Tecnologia da Informação. Ao longo dos anos, estive em funções operacionais, técnicas, analíticas e de gestão, aprendendo cada etapa do processo e compreendendo a tecnologia por diferentes perspectivas.

Desde então acompanhei a evolução da tecnologia no Brasil e no mundo. Vi os superminicomputadores dividirem espaço com os mainframes, testemunhei a chegada dos microcomputadores, dos notebooks e das redes corporativas. Sobrevivi ao Bug do Milênio (Y2K). Trabalhei em ambientes Lantastic, Novell e Windows, em uma época em que o profissional de TI precisava conhecer um pouco de tudo: hardware, software, redes, periféricos e infraestrutura.

Passei por linguagens como Cobol, Basic, DBase I, II, III e III Plus, Clipper Summer 87, Visual Basic, Delphi, PHP e Java. Planilhas como VisiCalc, SuperCalc, Lotus 1-2-3 e, depois, o Excel. Impressoras matriciais e jato de tinta, das fabricantes Epson e Elgin, de 80 ou 132 colunas.

Acompanhei todas as etapas da entrada da internet no Brasil.

As pessoas

Ao longo da minha trajetória profissional, percebi que os computadores, os sistemas e as tecnologias eram apenas parte da história. A outra parte, e talvez a mais importante, sempre foram as pessoas.

Enquanto trabalhava em diferentes organizações, observava não apenas processos e resultados, mas também comportamentos. Observava como as pessoas reagiam diante dos desafios, das oportunidades, das mudanças e das posições que ocupavam dentro das estruturas profissionais e sociais.

Passei a perceber algo que me acompanharia por toda a vida: por mais avançada que seja a tecnologia, é o ser humano quem decide como ela será utilizada. A tecnologia pode ampliar capacidades, acelerar processos e transformar realidades, mas continua sendo uma extensão das escolhas humanas.

Talvez por isso meu interesse pelas pessoas tenha crescido tanto ao longo dos anos. Busquei compreender suas motivações, seus medos, seus sonhos, suas reações e a forma como constroem relações dentro e fora das organizações. Foi esse interesse que me aproximou da área de Recursos Humanos e me permitiu enxergar que, por trás de cargos, funções e títulos, existem histórias, expectativas e sentimentos que influenciam diretamente a forma como vivemos e trabalhamos.

Com o tempo, compreendi que valores como respeito, empatia, colaboração e responsabilidade continuam sendo tão importantes quanto qualquer avanço tecnológico. E essa percepção acabou encontrando espaço em muitas das minhas obras. Seja falando sobre tecnologia, Inteligência Artificial ou segurança cibernética, continuo defendendo a mesma convicção: a ferramenta pode evoluir, mas a consciência humana continuará sendo o fator que define o rumo que ela tomará.

O escritor

Na verdade, o escritor não nasceu. Ele apenas se revelou.

Foi em um dos momentos mais difíceis da minha vida que isso aconteceu. Eu atravessava um período de intensa turbulência. Sonhos haviam sido abandonados pelo caminho, objetivos perderam o sentido e muitas das referências que antes davam direção à minha vida pareciam ter desaparecido. Por algum tempo, deixei de enxergar o horizonte.

Mas existe algo curioso sobre a escrita. Ela sempre esteve comigo. Mesmo quando eu não a reconhecia. Sem perceber, comecei a fazer aquilo que havia feito durante toda a vida: escrever. Escrevia para organizar pensamentos. Escrevia para compreender sentimentos. Escrevia para sobreviver aos dias difíceis. Enquanto evitava multidões e buscava lugares silenciosos, encontrava refúgio nas palavras.

No início, minhas ferramentas eram simples. Um celular antigo. Depois dois. Pequenas telas que se transformaram em cadernos digitais onde pensamentos, lembranças e reflexões começavam a ganhar forma.

E, pouco a pouco, aquilo que eu mesmo havia silenciado durante tantos anos voltou a respirar.

Não nasceu um escritor. Ele já existia. Apenas deixou de permanecer escondido. E assim começou a jornada de Francisco — Autor e Escritor.

O homem por trás dos livros

Quem conhece apenas meus livros talvez imagine um escritor cercado de inspiração, personagens e páginas em branco. A verdade é muito mais simples.

Sou alguém que aprecia as pequenas coisas da vida. Um café tomado sem pressa. Uma boa conversa. O silêncio necessário para organizar pensamentos. O vento passando pelas árvores. As histórias escondidas em pessoas aparentemente comuns.

Gosto de revisitar memórias. Não por viver preso ao passado, mas porque acredito que muitas das respostas que procuramos no presente estão escondidas em experiências que já vivemos ou escritas nos livros da vida de nossos antepassados, que foram depositados no púlpito da eternidade.

Nos últimos anos tenho me dedicado a reencontrar fragmentos da minha própria história. Alguns estavam guardados em fotografias, outros em caixas esquecidas, em antigos blogs, em cadernos, manuscritos e lembranças que o tempo insistiu em preservar. Cada reencontro me ajudou a compreender melhor não apenas quem fui, mas principalmente quem continuo sendo.

Continuo sendo um observador. Talvez mais experiente do que aquele menino que corria atrás de pipas e carrinhos de rolimã, mas movido pela mesma curiosidade de compreender pessoas, caminhos e acontecimentos.

Depois de tantos anos, percebi que a vida não é feita apenas dos lugares onde permanecemos. É feita também dos lugares onde estivemos, das pessoas que encontramos e das histórias que carregamos conosco. Por isso escrevo. Para preservar histórias. Para compartilhar aprendizados. E para deixar algumas pegadas nos caminhos por onde passei.

Francisco Gomes é um observador da vida que escolheu a escrita para compartilhar o que aprendeu pelos caminhos onde esteve.

As obras

Alguns autores escrevem livros. Eu prefiro pensar que escrevo jornadas. Cada obra nasce de uma pergunta, de uma experiência ou de um encontro que a vida colocou em meu caminho.

Cada livro que escrevi nasceu de uma necessidade diferente. Alguns surgiram da dor. Outros da observação. Outros do desejo de compartilhar conhecimento. Todos carregam um pouco da minha caminhada.

Jornadas da Alma

Simplesmente Francisco — uma trilogia autobiográfica sobre sensibilidade, perdas, sobrevivência emocional e reconstrução.

  • O Menino que Aprendeu a Ouvir o Vento
  • Aquela Rua...
  • O Homem que Aprendeu a Sobreviver à Tempestade

O Livro em Branco — uma reflexão sobre a história que cada pessoa escreve ao longo da vida, mesmo sem perceber.

Jornadas do conhecimento

Profissionais de TI na Era da Inteligência Artificial — uma trilogia que discute tecnologia, carreira, organizações e sociedade diante da transformação provocada pela Inteligência Artificial.

  • Além da Técnica
  • IA nas Organizações
  • Consciência Tecnológica

Segurança Cibernética – Uma Questão de Consciência — uma trilogia sobre responsabilidade digital, comportamento humano e proteção em um mundo cada vez mais conectado.

  • O Fator Humano
  • As Organizações
  • A Sociedade

Jornadas da memória

Livro de Receitas In Memoriam — receitas, lembranças e afetos preservados através das páginas deixadas por uma mãe.

Livro de Poesias para Amanda — palavras escritas por um pai para uma filha.

Jornadas em construção

  • Um sonho de Andarilho - Uma viagem inconciente de um Homem que se perde em si Mesmo
  • IA – Seu Medo - o que te pertuba enquanto profissional
  • Projeto Amandinha - conjunto de livros voltado ao público infantil
  • Os Girassóis - Um romance Slow Burn, ambientado em Francisco Morato
  • O que aconteceu nas férias de 1996 - Memórias de um Amante

Aprendi que a vida não é feita apenas dos lugares onde permanecemos. É feita também dos lugares onde estivemos. Das pessoas que encontramos. Dos caminhos que percorremos. E das histórias que carregamos conosco.

Se você chegou até aqui, obrigado por caminhar um pouco ao meu lado. Agora convido você a abrir as próximas páginas.

Talvez, em alguma delas, encontre um pouco da sua própria história.

O Escritor

Francisco Gomes - fase 1
Francisco Gomes - fase 2

O Autor

Francisco Gomes - fase 1
Francisco Gomes - fase 2

O Andarilho

Roda de Pronomes
Francisco Gomes - fase 2

0 comments:

Postar um comentário